Projeto de divulgação da memória do Marabaixo, maior tradição cultural do Amapá
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Curtas foram exibidos em aula de História da Unifap

 Foto: Fabio Gomes

Agora pela manhã, estive palestrando sobre o projeto As Tias do Marabaixo para alunos do curso de História da Universidade Federal do Amapá (Unifap), a convite da professora Iris Moraes. Exibi quatro dos curtas lançados no ano passado (o filme sobre Tia Chiquinha será mostrado durante a apresentação de um trabalho de alunos sobre tradições afro-amapaenses). Foi a primeira vez que estive em uma universidade com evento do projeto (anteriormente, alunos da própria Iris e também da professora Piedade Lino Videira, também da Unifap, haviam visitado a exposição de fotos realizada no Amapá Garden Shopping, em setembro de 2014). 

Tive a felicidade de encontrar nesta manhã uma plateia atenta e interessada, que fez muitas perguntas, querendo saber sobre as discriminações que o Marabaixo sofre ainda hoje, aspectos de sua evolução histórica e ainda as diferenças do Marabaixo e do Batuque, entre outros temas. Vários alunos manifestaram a preocupação por não ver uma maior presença do Marabaixo e outras manifestações culturais populares nos currículos das escolas do estado.  



A estes futuros professores de História, tive o prazer de apresentar em primeira mão algumas páginas do livro As Tias do Marabaixo, que se encontra em fase de edição, com lançamento previsto para o primeiro semestre deste ano (na foto ao lado, o logotipo do livro). Comentei também sobre as recentes descobertas que fiz acerca das antigas festas de Marabaixo na localidade de Marabitanas, no interior do Amazonas - ao que tudo indica, tais festas já não existem atualmente no local. 

As fotos em que eu apareço são de autoria de Letícia Santos. 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Museu Fortaleza de São José recebe a exposição As Tias do Marabaixo


A exposição As Tias do Marabaixo volta a estar disponível ao público em geral, depois de uma série de exibições voltadas para escolas. As fotos estarão na Galeria de Arte do Museu Fortaleza de São José de Macapá no período de 28 de novembro (sexta) a 7 de dezembro (domingo), no horário de 8 às 18 (terças a domingos). A visitação tem entrada franca.

Além de ser uma das edificações mais antigas da capital amapaense (a Fortaleza foi construída entre 1765 e 1782), o prédio tem ligação com a origem do Marabaixo, já que a obra motivou a vinda de grande número de escravos negros para trabalhar na construção. Parte destes escravos, ao fugir, criou o quilombo do Curiaú, um dos locais onde se estima que o Marabaixo possa haver começado.

Ao contrário da mostra aberta ao público anterior, realizada no Amapá Garden Shopping em setembro, na qual foram apresentadas cópias em papel das fotos do jornalista Fabio Gomes, na Fortaleza os visitantes poderão ver os mesmos banners que têm percorrido as escolas de Macapá.

No domingo, 30 de novembro, Fabio Gomes palestrará sobre o projeto As Tias do Marabaixo para cerca de 600 visitantes vindos da Alemanha em um cruzeiro marítimo.

A Fortaleza está localizada na rua Cândido Mendes, entre Antônio Coelho e Henrique Galucio, no centro de Macapá, às margens do rio Amazonas.

Escolas podem agendar visitas diretamente na Biblioteca do Museu Fortaleza de São José de Macapá, ou pelo fone 99148-2988, com Vilma. 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Exposição com palestra na Escola Estadual Raimunda Virgolino

Na manhã desta terça, 11, a convite da professora Andreia Martel (autora da foto ao lado), estive com a exposição As Tias do Marabaixo na Escola Estadual Professora Raimunda Virgolino (bairro Pedrinhas), em Macapá. Diferentemente do que ocorreu na Escola Oneide Pinto Lima, onde fui em agosto, na qual falei por breves minutos aos alunos, desta vez foi programada junto à exposição uma palestra minha de cerca de uma hora.

Comecei falando brevemente sobre minha trajetória no jornalismo cultural, com a criação do site Brasileirinho, em Porto Alegre, em 2002, voltado para a cobertura da música independente, que me levou a ser chamado em 2008 para cobrir o Festival Varadouro, em Rio Branco. O contato com as bandas da região Norte que tocaram no evento despertou meu interesse para a música da Amazônia, o que levou à criação do Som do Norte em 2009 e minha mudança para Belém em 2010. Nesse mesmo ano, comecei a vir a Macapá, onde conheci o Marabaixo no Encontro dos Tambores de 2012; agora em 2014, resolvi me fixar na cidade, para poder fazer o documentário As Tias do Marabaixo e ajudar a preservar e difundir as memórias das principais representantes desta cultura. 


Foto: Andreia Martel


O auditório da escola foi lotado por alunos de duas turmas do 1º ano e duas do 3º ano do ensino médio. Os estudantes se mostraram bastante interessados no assunto, querendo saber, entre outras questões, quais as principais mudanças do Marabaixo ao longo do tempo, de que forma as pessoas de outras regiões vêem a cultura do Norte e a relação do Marabaixo com religião (aproveitei para esclarecer que o Marabaixo segue um calendário dos santos católicos, não tendo ligação alguma com cultos afro-brasileiros). Inclusive algumas destas turmas irão trabalhar com o tema "Marabaixo" na gincana que a escola realiza no final deste mês. 


Foto: Fabio Gomes

  • Escolas de Macapá que queiram expor os banners com fotos das Tias do Marabaixo, contando ou não com uma palestra a respeito do tema, podem entrar em contato pelo fone 96-98124-9871 ou pelo e-mail musicadonorte@gmail.com